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Sobre Sistemas

Um sistema contra incêndio é um conjunto de elementos, que tem por objetivo DETECTAR E COMBATER um incêndio na sua fase inicial,  evitando sua propagação.

Para se projetar um bom sistema é preciso analisar o ambiente que se deseja proteger, analisar os riscos, verificar os materiais que estão presentes no ambiente, as interferências arquitetônicas, a presença, o fluxo de pessoas, etc.

No combate a incêndios vários agentes podem ser utilizados: água, espuma, gás ou pó químico. Dependendo do risco, alguns agentes podem ser combinados.

A Argus trabalha com vários sistemas e com vários agentes supressores:

  • Sistema de Detecção e Alarme Notifier, Vesda X-Tralis e Protectowire.
  • Sistemas de Supressão por Água: hidrantes, sprinklers, dilúvio.
  • Sistema de Supressão por Espuma: proporcionamento, sprinklers, water spray.
  • Sistemas de Supressão por Gás Janus: FM-200, Novec-1230 e CO2.

Tudo que você precisa saber sobre detectores

Existem diversos tipos de detectores de incêndio. No Brasil, os mais usuais são os detectores de calor (temperatura), de fumaça, de chama e de gás. As principais características e diferenças entre eles são:

  • DETECTORES DE TEMPERATURA
    • Os detectores de temperatura possuem basicamente duas classes: os de temperatura fixa e os termovelocimétricos. Também estão disponíveis no mercado detectores térmicos que combinam as duas classes mencionadas.

      Detectores Pontuais Térmicos de Temperatura Fixa:

      Os Detectores Térmicos de Temperatura Fixa entram na condição de alarme quando seu elemento sensor interno atinge a sua temperatura nominal de atuação, ou seja, temperatura na qual o elemento termo sensível deve ser aquecido para que o detector entre em operação.

      Detectores Pontuais Termovelocimétricos:

      Os detectores termovelocimétricos entram na condição de alarme quando a temperatura do ar junto aos mesmos varia de forma brusca, normalmente em torno de 8,3°C por minuto (termovelocimetria). Esse tipo de detector poderá ainda, em função de seu modelo, operar quando a elevação de temperatura for lenta e gradativa, normalmente numa taxa inferior 8,3°C por minuto, até atingir a temperatura nominal de operação pré-estabelecida do elemento sensor.

      Cabo Sensor Linear de Temperatura:

      Além do detector de temperatura tipo pontual, existe o detector linear de temperatura ou cabo sensor linear de temperatura. Esse componente é um cabo sensor que detecta o calor em qualquer ponto ao longo de seu comprimento. O cabo sensor é composto por dois condutores de aço isolados individualmente com um polímero sensível à temperatura. O cabo é um sensor de temperatura fixa capaz de ativar um alarme quando se alcança a temperatura de ativação.

  • DETECTORES DE FUMAÇA
    • Os detectores de fumaça mais comuns no mercado são os do tipo óptico e os do tipo iônico.

      Detectores Ópticos de Fumaça:

      Os detectores ópticos de fumaça, também conhecidos como detectores fotoelétricos, entram na condição de alarme na presença de fumaça visível. O seu princípio de funcionamento é baseado na técnica de dispersão de luz no interior de sua câmara. O detector fotoelétrico possui um emissor pulsante de luz infravermelha e um receptor que, em condições normais, não é sensibilizado, ou seja, não recebe o feixe de luz. Com a presença de fumaça no interior de sua câmara a luz é refletida em suas partículas, sensibilizando o receptor. Nessa condição o detector entrará na condição de alarme.

      Detectores Iônicos de Fumaça:

      Os detectores iônicos de fumaça atuam mediante a presença de produtos de combustão: fumaças visíveis ou invisíveis. O detector iônico possui duas câmaras, sendo, uma de referência e outra de amostragem externa. A presença de fumaça ou gases nessa câmara causa uma variação na corrente que é amplificada pelo detector gerando a condição de alarme.

      Detectores de Fumaça por Amostragem de Ar:

      Este tipo de detector, também conhecido como detector de alta sensibilidade, utiliza um contador de partículas a laser para detectar fumaças em baixas concentrações. A alta sensibilidade desse tipo de detector permite a detecção de fumaça durante o estágio incipiente do incêndio. Um ventilador de alta frequência aspira o ar para o detector através de uma rede de amostragem. O ar coletado é analisado quanto à presença de fumaça, e o circuito eletrônico de processamento avançado identifica e rejeita a poeira, a fim de minimizar a ocorrência de alarmes falsos.

      Detectores de Fumaça tipo Feixe:

      Esse tipo de detector é composto por um emissor que projeta um feixe de luz cônico através de uma área livre até um receptor que manda um sinal à unidade de controle que fará a análise de intensidade do sinal. O conjunto mede constantemente a intensidade do feixe de luz refletido. O painel de alarme ao qual o detector está interligado obtém a leitura analógica do detector e compara com o ajuste pré-programado. O detector entrará na condição de alarme caso esse ajuste seja excedido em função de um obscurecimento gerado pelas partículas de fumaça na projeção do feixe de luz.

  • DETECTORES DE CHAMA
    • A chama é a queima visível ou invisível de gases produzidos por um fogo. Os detectores de chama são dispositivos de linha com um campo de visão definido, que geram um sinal de alarme quando expostos à energia radiante da chama. Como essa energia radiante viaja na velocidade da luz, os detectores de chama tem potencial de ação extremamente rápida. Os tipos mais comuns destes componentes são os detectores de chama ultravioleta (UV), e os detectores de chama infravermelhos (IR).

      Detector de Chama Ultravioleta (UV):

      Os detectores de chama ultravioleta (UV) são de ação rápida e sensíveis à energia radiante invisível na escala ultravioleta. São normalmente projetados para serem sensíveis em uma faixa da escala ultravioleta que elimina alarmes falsos decorrentes da radiação solar e descargas elétricas.

      Detector de Chama Infravermelho (IR):

      Assim como os detectores UV, os detectores de chama infravermelhos (IR) também são de ação rápida, sendo sensíveis à energia radiante invisível na escala infravermelho.

  • DETECTORES DE GÁS
    • O detector de gás serve para medir e indicar a concentração de determinados gases combustíveis e/ou tóxicos no ar através de diferentes tecnologias. Como os detectores de gás medem uma concentração de gás específico, a resposta do sensor serve como ponto de referência ou de escala. Quando a resposta dos sensores ultrapassa um nível pré-determinado, um alarme será ativado para avisar o usuário.

  • INDICAÇÕES DE USO
    • Os sistemas de detecção e alarme de incêndio estão sempre ligados à proteção da vida humana e do patrimônio da empresa, bem como à garantia do processo envolvido. Dessa forma, uma análise criteriosa dos riscos envolvidos e do tipo de detector adequado a ser utilizado é de extrema importância para garantir a eficiência do sistema a ser instalado.

      5.1. Detectores Pontuais Térmicos de Temperatura Fixa:

      O Detector Pontual Térmico de Temperatura Fixa normalmente é instalado em áreas onde, (quando de um princípio de incêndio) a elevação de temperatura se dá de forma gradativa e a ultrapassagem de uma determinada temperatura indica seguramente um princípio de incêndio.

      5.2. Detectores Pontuais Termovelocimétricos:

      A sua aplicação é indicada preferencialmente para incêndios que têm como característica uma elevação brusca de temperatura, utilizando-se, assim, o seu recurso de detecção pelo princípio da termovelocimetria.

      5.3. Cabo Sensor Linear de Temperatura:

      Esse cabo detector é um sensor de temperatura fixa, sendo capaz de iniciar um alarme quando a temperatura de atuação é alcançada. As principais aplicações são em bandejas de cabos, eletrocalhas, interior de painéis, transformadores, correias transportadoras, etc.

      5.4. Detectores Ópticos de Fumaça:

      A sua aplicação é indicada preferencialmente para incêndios que têm como característica a liberação de fumaça visível.

      5.5. Detectores Iônicos de Fumaça:

      Embora os detectores iônicos de fumaça atuem mediante a presença de partículas visíveis ou invisíveis da combustão, os mesmos são mais indicados para incêndios que têm como característica partículas invisíveis. Isso porque as partículas invisíveis de combustão contém uma quantidade maior de partículas de fumaça do que as partículas visíveis da combustão.

      5.6. Detectores de Fumaça por Amostragem de Ar:

      As características desse componente em detectar o incêndio no estágio mais precoce possível e medir, de modo confiável, concentrações de fumaça de muito baixas à extremamente altas, são ideais para aplicações em instalações críticas. Por trabalhar de forma ativa, aspirando o ar do ambiente, esses detectores também são ideais para aplicações em áreas onde existe um maior fluxo de ar, o que evitaria que a fumaça viesse atingir o teto do ambiente em emergência, dificultando sua detecção através de detectores de fumaça pontuais já mencionados.

      5.7. Detectores de Fumaça tipo Feixe:

      São projetados para a proteção de áreas abertas (livres), normalmente com teto alto e/ou inclinado, nas quais detectores de fumaça pontuais são de difícil instalação e manutenção.

      5.8. Detectores de Chama:

      Os Detectores de Chama, por suas características e alto desempenho para detecção rápida, normalmente são utilizados em áreas onde o risco é significativo e a chama normalmente é o primeiro indício de fogo, tais como áreas de transferência e armazenamento de combustíveis, processos industriais, entre outras. São também utilizados em áreas abertas onde ventos favorecem a dissipação da fumaça e/ou de calor decorrentes de um incêndio, tornando-se inviáveis os detectores de fumaça ou de temperatura. A escolha entre o detector de ultravioleta (UV), de infravermelho (IR), ou mesmo aqueles que combinam ambas as características (UV/IR), deverá ser definida em função do tipo de radiação da chama e das características do ambiente envolvido.

      5.9. Detectores de Gás:

      Gases inflamáveis são substâncias que misturadas ao ar em uma determinada quantidade, e recebendo calor apropriado, entram em combustão. Os detectores de gases inflamáveis são aplicados em ambientes e processos aonde a possibilidade de vazamentos de gás acima de um limite torna a área susceptível a de incêndios e/ou explosões.

  • COMO ESCOLHER CORRETAMENTE?
    • A escolha correta dos detectores faz toda a diferença no desempenho do sistema de detecção e alarme de incêndio. Esse mesmo conceito também é válido em relação ao desempenho do sistema de supressão de incêndio quando conjugado com um sistema de detecção. Deve-se ter em mente que, de modo geral, os sistemas de supressão são eficientes quando são capazes de combater o incêndio ainda em seu início. Dessa forma, uma detecção adequada contribuirá diretamente para que o combate ao fogo se dê em um estágio ainda primário.

      Conforme exposto anteriormente, cada tipo de detector, em função de suas características técnicas, será mais ou menos adequado para uma determinada aplicação, dependendo do tipo do material combustível envolvido na área a ser protegida (avaliação de qual será o primeiro indício de um incêndio: fumaça, elevação de temperatura gradativa, elevação de temperatura brusca, chama, etc.), das condições construtivas da área a ser protegida (pé direito, fluxo de ar, interferências, etc.), dos processos envolvidos na área (existência natural de fumaça, fontes de calor, chama, etc.), entre outras.

      Os diferentes sensores podem ser utilizados de forma complementar?

      Um único ambiente deve ser protegido em sua totalidade por um mesmo tipo de detector. Por exemplo, não é permitido proteger parte de um ambiente com detectores de fumaça e parte do ambiente com detectores de temperatura. Entretanto, em um ambiente totalmente protegido por um tipo de detector, é permitida uma proteção adicional em uma determinada área, utilizando-se outro tipo de detector.

      O Brasil produz sensores de incêndio ou os importa?

      Principalmente quando envolve instalações industriais, existe uma forte tendência das companhias seguradoras exigirem que os componentes do sistema de detecção e alarme de incêndio disponham de certificações internacionais. Por esse motivo, a grande maioria dos detectores de incêndio utilizados no Brasil é importada.

      O Brasil está no mesmo nível dos países mais desenvolvidos em termos de sensores contra incêndio?

      Infelizmente não. Porém, existem no Brasil empresas especializadas em proteção e combate a incêndio que estão sempre atentas às novas tecnologias lançadas pelos grandes fabricantes internacionais do segmento de detecção de incêndio. Esse fato, associado ao perfil de alguns consumidores nacionais, que cada vez mais buscam produtos de qualidade associados às vantagens de novas tecnologias, faz com que a distância entre o nível do Brasil comparado à de outros países mais desenvolvidos em termos de detectores de incêndio seja reduzida. É importante destacar, todavia, que em uma análise mais ampla de cenário, ainda se observa um número expressivo de consumidores que ainda utilizam componentes sem certificações, o que compromete a situação do Brasil quando comparado a outros países mais desenvolvidos.

      Como se atesta a qualidade dos sensores de incêndio? Existe certificação compulsória para o equipamento?

      Teoricamente o fabricante deve fornecer dados dos componentes e de seus respectivos funcionamentos, devidamente comprovados por meio de ensaios realizados por organismos nacionais acreditados ou internacionalmente reconhecidos, utilizando métodos de ensaio conforme as Normas Brasileiras e internacionais da série ISO 7240. Infelizmente no Brasil não existe certificação compulsória para uma grande parte de componentes de combate a incêndio, inclusive para os detectores. No mercado mundial de Incêndio existem duas certificações de alto reconhecimento internacional que são a UL – Underwriters Laboratories e a FM – Factory Mutual Global, ambas sediadas nos Estados Unidos. As certificações UL bem como FM, são voluntárias.

      A Argus atua com quais tipos de sensores? Para quais segmentos de mercado.

      Nós trabalhamos desde o desenvolvimento do projeto, fornecimento dos materiais, serviços de montagem, comissionamento e start-up dos diversos tipos de sistemas de detecção, alarme e combate a incêndio. A Argus dispõe de uma linha completa dos diversos tipos de detectores de incêndio, sendo os mesmos importados e dotados em sua totalidade de Certificações e Aprovações Internacionais, tais como FM/UL, entre outras.

      A Argus é distribuidora no Brasil das seguintes empresas reconhecidas mundialmente como destaques na fabricação de detectores de incêndio: Notifier, Xtralis (Vesda) e Protectowire, entre outras. Entre nossos principais clientes estão empresas dos segmentos de mineração, siderurgia e metalurgia, energia, telecomunicações, alimentícias, químicas e petroquímicas, usinas de açúcar e álcool, logística, florestais, entre outros.

      Engenheiro José Barbosa Moreira – Diretor de Engenharia da Argus.

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