A importância do sistema fixo de combate a incêndio em coifas de cozinhas profissionais.

A importância do sistema fixo de combate a incêndio em coifas de cozinhas profissionais.

Quando avaliamos os locais com maior indicie de acidentes que provocam incêndios em um esta- belecimento, seja ele um restaurante fast food, um restaurante de alta gastronomia, hospitais, hotéis ou até mesmo uma Industria a cozinha será sempre apontada como uma área de alto risco. Isso ocorre pois, em uma cozinha, temos todos os quatro elementos necessários para iniciar uma combustão, conhecidos como tetraedro ou “pirâmide do fogo”.

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Combustível

É o material que alimenta o fogo e serve de campo para propagação. Em uma cozinha podemos ter muitos elementos que podem servir como combustível, os principais são os óleos de cozinha, gorduras provenien- tes da preparação dos alimentos e gases, como GLP (gás liquefeito de petróleo) mais conhecido como gás de cozinha.

Calor

É o elemento que serve para iniciar à combustão. Em uma cozinha as fontes de calor mais comuns são os equipamentos de cocção como fornos, fogões, churras- queiras, fritadeiras entre outras.

Comburente

É o elemento ativador do fogo, ou seja, que lhe dá vida e intensifica o fenômeno da combustão. O oxigênio é o principal comburente.

Reação em cadeia

Sequência de reações que ocorrem durante o fogo, produzindo sua própria energia de ativação (calor), enquanto há comburente e combustível para queimar, dando continuidade à combustão.

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Todos esses fatores fazem com que a cozinha de um estabelecimento, seja um local de alto risco para acidentes que envolvem incêndio, como mostra uma pesquisa feita pela National Fire Protection Association (NFPA), organização global autofinanciada sem fins lucrativos, que duran- te os anos de 2006-2010 nos EUA uma média estimada de 7.640 incêndios em estabelecimentos restaurante e bares foram relatados aos bombeiros, por ano, com perdas anuais de:

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Duas mortes de civis

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115 civis feridos

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US$ 246 milhões
em danos materiais

O estudo ainda mostra que a principal causa de incêndio em restaurantes e bares são os equipa- mentos de cocção, pois estão envolvidos em 57% dos acidentes, como podemos ver no gráfico 01.

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No Brasil, o cenário não é diferente, um levantamento feito pela Liberty Seguros no ano de 2013 com base no perfil e comportamento de 5,3 mil empreendimentos no segmento de bares, restau- rantes, e industrias, segurados pela companhia, em todas as regiões do país. A seguradora mapeou os 5 principais acidentes nesses estabelecimentos. O risco de acidentes com incêndio aparece em primeiro lugar, seguido por roubo de valores, roubo de bens, responsabilidade civil (acidentes com frequentadores dos estabelecimentos) e danos elétricos também estão entre os acidentes mais frequentes. “É significativo o risco de incêndio em cozinhas, onde há gás, chamas, óleos aquecidos e substâncias inflamáveis. A segurança deve ser o fator mais importante a ser considerado antes do funcionamento dessas empresas. Boa parte deles não está dentro de padrões e normas de segurança”, afirma Luiz Carlos Paladino, diretor de Seguros Patrimoniais Corporativos da companhia.

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Fica claro que em uma cozinha, equipamentos de prevenção e combate a incêndio são essenciais, principalmente na coifa. Porém, a escolha correta de um equipamento de prevenção e combate a incêndio é tão importante quanto ter esses equipamentos na cozinha. Deve-se levar em conta o material em combustão.

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Quando falamos em apagar uma chama ou um princípio de incêndio, logo pensamos na água para fazer esse trabalho, porém em uma cozinha, a utilização da água para apagar o fogo, pode ser catastrófica, piorando ainda mais a situação do incêndio.

Como vimos até o momento, apagar um fogo em uma cozinha comercial não é uma questão simples. Os incêndios geralmente envolvem óleos muito quentes, bem como eletricidade, gás e combustíveis comuns, como papel, madeira e pano.

Com todos esses fatores de risco, observou-se uma necessidade de um sistema de combate a incêndio fixo na coifa, para agir de forma automática e/ou manual, logo no início do incêndio.

Antes da década de 1960, extintores portáteis de CO2 eram usados manualmente, para extinguir incêndios. No início da década de 1960, nos EUA, foram desenvolvidos os primeiros sistemas fixos de combate a incêndio na coifa, utilizando como agente extintor, o pó químico seco, que era geral- mente feito a base de bicarbonato de sódio. A maior desvantagem do uso do pó químicos secos como agente extintor, é que ele não cobre e resfria adequadamente o óleo em chamas e outras superfícies em altas temperaturas, aumentando muito as chances de requisição do incêndio. Por esse motivo, no início dos anos 80 nos EUA, foi desenvolvido os primeiros sistemas fixos de com- bate ao incêndio com agente químico úmido, que além de cobrir e resfriar as superfícies em chamas, facilita a limpeza do local após o incêndio. Sistemas com agente extintor pó químicos secos, não são mais permitidos em cozinhas, pois não estão em conformidade com os padrões UL 300 ou NFPA 96.

No Brasil, o sistema fixo de combate ao incêndio em coifas de cozinhas profissionais é previsto pela norma ABNT NBR 14518, atualizada em 2019, norma essa que rege as especificações e diretrizes para sistemas de ventilação para cozinhas profissionais, no capítulo 11 onde é especifi- cado os elementos de prevenção e combate ao incêndio.

O sistema fixo de combate ao incêndio em coifas de cozinhas profissionais é importante para uma cozinha, não somente para o estabelecimento atender as normas nacionais e estar de acordo com as especificações do bombeiro, mas também para evitar danos ao patrimônio e proteger vidas.

Visando atender à crescente demanda do mercado de cozinhas profissionais no Brasil, a Argus, com mais de 10 anos de atuação na área de combate e detecção de incêndio e com ampla experi- ência de mercado, fornece desde 2010, o Sistema de combate a incêndio Amerex para coifas de cozinhas profissionais. Dispondo de profissionais altamente qualificados e treinados pela Amerex EUA, para dar o melhor suporte técnico e comercial para seus clientes.

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Além de proteger os itens de cocção, coifa, pleno e dutos, o sistema Amerex tem a vantagem de dispensar a instalação de uma proteção com CO2 e do registro corta fogo junto à coifa e dutos.

O sistema detecta o incêndio e o painel de acionamento, que funciona de forma totalmente mecâ- nica (sem a necessidade de eletricidade), bloqueia o fornecimento de gás e/ou eletricidade e aciona os cilindros do agente químico úmido saponificante, liberando-o através dos bicos difuso- res e realizando a supressão do incêndio.

O sistema fixo Amerex de combate a incêndio em coifas de cozi- nhas profissionais, atende integralmente a nova versão da norma de sistemas de ventilação para cozinhas profissionais ABNT NBR 14518 além de ser listado e aprovado pela UL-300 e atender as especificações das normas americanas NFPA 96 e NFPA 17A.

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allyson.cebrian@argus-engenharia.com.br
fabio.secco@argus-engenharia.com.br

Referências:

UFRGS. Combate ao fogo. Disponível em:

http://www.ufrgs.br/espmat/disciplinas/geotri2014/modulo3/bombeiros/introdfogo.htm

Acesso em 29/03/2021


Revista Apólice. Principais causas de explosões. Disponível em:

https://www.revistaapolice.com.br/2013/10/instalacoes-incorretas-e-ma-utilizacao-de-equipamentos-sao-principais-causadores-de-explosoes/

Acesso em 29/03/2021.


NFPA. Structure Fires in Eating and Drinking Establishments. Disponível em:

https://www.nfpa.org/News-and-Research/Data-research-and-tools/Building-and-Life-Safety/Eating-and-drinking-establishments

Acesso em 06/04/21


Amerex. Amerex Restaurant Systems. Disponível em:

https://www.amerex-fire.com/products/amerex-restaurant-systems/

Acesso em 06/04/21.


Chapter 8. Fire-extinguishing Systems. Disponível em:

https://studylib.net/doc/18569859/chapter-8-%E2%80%93-fire-extinguishing-systems

Acesso em 06/04/2021.

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