ENTREVISTA: SISTEMAS DE DETECÇÃO E ALARME

Em entrevista fornecida a Revista Incêndio em Maio de 2015, o Supervisor de Engenharia da Argus – Cristiano Fonseca -, responde a questionamentos sobre sua especialidade: Sistemas de Detecção e Alarme.

-> Há dispositivos ou outros recursos para garantir que a central de alarme esteja sempre funcionando de forma efetiva?

Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio são concebidos para a proteção de vidas e bens materiais de uma Empresa/Entidade, sendo utilizados apenas em ocasiões de emergência. Desta forma é de fundamental importância conservar suas perfeitas condições de operacionalidade em todos os momentos.

Para tal, é preciso garantir que não somente a Central de Alarme como também todos os dispositivos de campo pertencentes ao Sistema tais como acionadores manuais, detectores, sinalizadores, mantenham suas características operacionais e confiabilidade.

Os recursos tecnológicos existentes para garantir o funcionamento dos equipamentos quando de uma eventual situação de emergência, vão dos mais simples como por exemplo a supervisão da integridade do cabeamento que interliga os dispositivos ou o monitoramento constante das baterias, até os recursos mais avançados disponíveis em algumas linhas de Centrais de Alarme como por exemplo a função “Self Verify” onde a Central de Alarme testa automaticamente e periodicamente, a funcionalidade e a sensibilidade de cada um dos detectores a ela conectados e a função “Drift Compensation”, que possibilita à Central compensar automaticamente o nível de empoeiramento de cada detector, na leitura da sua câmara interna, para evitar alarmes falsos e falhas.

Um outro ponto que deve ser levado em conta é com relação à qualidade dos equipamentos empregados. Desta forma, a exigência de Certificações Internacionais de Qualidade dos equipamentos que irão compor o Sistema de Alarme de Incêndio, assegurará a confiabilidade de performance e qualidade da procedência dos mesmos, o que significa mais segurança aos usuários.

No mercado mundial de Incêndio existem duas certificações de alto reconhecimento internacional, que são UL (Underwriters Laboratories) e FM (Factory Mutual Global), especializadas no desenvolvimento e aplicação de Normas Técnicas relativas à qualidade de equipamentos de segurança e Gerenciamento de Risco. Os selos “UL LISTEDE” e “FM APPROVED” são concedidos aos equipamentos cuja performance é exaustivamente testada, ou seja, o que se avalia é a qualidade de sua eficácia.

-> Quais foram os principais avanços tecnológicos nas centrais de alarme nos últimos dez anos? Esses avanços facilitaram a operação desses equipamentos?

Nos últimos anos ocorreram vários avanços tecnológicos relacionados às Centrais de Alarme, principalmente com o advento dos Sistemas Inteligentes onde as Centrais de Alarme passaram a se comunicar com os dispositivos de campo de forma analógica (através de Protocolos de Comunicação) ao contrário do que ocorria nos Sistemas Convencionais onde a comunicação era realizada de forma digital, ou seja, cada dispositivo reportava apenas as informações de “Alarme” ou “Defeito”.

Vários recursos avançados foram concebidos em algumas linhas de Centrais de Alarme como o “Self Verify” e “Drift Compensation” referenciados acima além de outros abaixo relacionados:

Programação de ajuste automático da sensibilidade de cada detector, conforme calendário interno (por hora do dia e por dia da semana);

  • Possibilidade de interligação de Centrais de Alarme em rede de comunicação através de Fibra Óptica;
  • Interfaces externas com Sistemas de Automação através de Protocolos abertos tais como Modbus, Ethernet e Bacnet;
  • Envio de mensagens e e-mails em tempo real com o Status de funcionamento da Central;
  • Supervisão remota da Central via Internet;
  • Supervisórios com a interface gráfica do Sistema.

Porém não basta ter o melhor equipamento com os mais avançados recursos tecnológicos. É preciso também investir em treinamentos para que os usuários possam operá-los de forma satisfatória, pois quanto mais tecnologia incorporada ao Sistema, mais conhecimento o operador deverá ter para poder aproveitar as vantagens destes recursos tecnológicos.

-> Como fazer um bom projeto de instalação do sistema de alarme e quais devem ser os cuidados específicos com a central?

Um Projeto Executivo bem elaborado, obedecendo às exigências normativas e dos Fabricantes, bem como uma correta análise dos riscos envolvidos e das interferências presentes no ambiente a ser protegido é a base para que tenhamos um Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio eficiente e eficaz.

Quando do dimensionamento de um Sistema de Alarme de Incêndio é importante verificar:

  • Exigências das Normas Nacionais e/ou Internacionais;
  • Limitações técnicas de cada Central de Alarme/Sistema/Fabricante;
  • Parâmetros e recomendações complementares da Seguradora;
  • Análise dos riscos de Incêndio envolvidos em cada ambiente;
  • Especificação correta dos modelos de Detectores;
  • Análise dos fatores de interferência de cada local a ser protegido;
  • Levantamento in loco das dimensões das áreas protegidas;
  • Verificação das características construtivas das áreas;
  • Análise das interfaces com outros Sistemas;
  • Certificações de Qualidade dos Equipamentos a serem empregados;
  • Tipo de Cabeamento e distância linear do circuito que cada Central de Alarme comporta;
  • Estilos de Ligação (Classe A ou Classe B) compatíveis com a Central de Alarme;
  • Quantidade máxima de dispositivos que cada Central poderá supervisionar.

Conheça os Sistemas que a Argus disponibiliza -> http://www.argus-engenharia.com.br/site/sistemas/

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